Há dias em que as saudades não se deixam esquecer. Desarrumam-se sozinhas e teimam em aparecer.
E há dias em que, também, não as apetece calar. Não apetece sossegá-las. Não apetece simplesmente ignorá-las.
Há dias em que apetece gritar saudades. Correr pelas saudades. Mostrar-te saudades. Em que não apetece matar as saudades. Matar saudades assemelha-se a matar amor, pois quem ama tem saudades. Sempre e tantas.
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